Suspeitos de agiotagem e extorsão são alvos de operação da Polícia Civil em Guaraí e Palmas

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Operação Nêmesis, da Polícia Civil do Tocantins - Foto: Divulgação PCTO
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A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta sexta-feira (24), a Operação Nêmesis, com ações em Palmas para cumprir mandados judiciais contra suspeitos de integrar um grupo investigado por cobrança ilegal de dívidas, extorsão e associação criminosa armada.

A operação foi conduzida pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC – Palmas) e integra a Operação Renorcrim, iniciativa nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública de enfrentamento ao crime organizado.

Segundo a investigação, o grupo teria atuado por anos na cobrança de empréstimos com juros abusivos, utilizando ameaças, intimidação e até arma de fogo para pressionar vítimas. O caso principal envolve um empresário de 45 anos e sua mãe, de 65, que teriam sido coagidos após contraírem uma dívida em Guaraí, no norte do estado.

Com o acúmulo de juros mensais elevados, a dívida teria se tornado impagável. Mesmo após a venda de um estabelecimento comercial, as cobranças continuaram e se intensificaram em Palmas, onde o empresário recomeçou a vida e abriu um novo negócio. Em fevereiro de 2026, o local teria sido invadido por suspeitos que exigiram o pagamento sob grave ameaça, inclusive contra a mãe da vítima.

As apurações apontam ainda que parte dos investigados ocupava cargos públicos e teria usado essas funções para reforçar as intimidações, inclusive simulando registros de ocorrência policial para pressionar as vítimas.

Entre os investigados estão F.A.G.A., de 52 anos; R.P.V.S., de 36 anos; D.L.B.J., de 30 anos; e V.R.S., de 47 anos. Segundo a Polícia Civil, eles são apontados como integrantes do grupo suspeito de atuar na cobrança ilegal de dívidas e em práticas de intimidação contra vítimas na região de Palmas e municípios do norte do Tocantins.

Com base nas provas reunidas, a Justiça determinou quatro prisões preventivas, seis mandados de busca e apreensão e o afastamento de três investigados de suas funções públicas por 60 dias. Os alvos são apontados como integrantes de uma estrutura organizada, com divisão de tarefas entre liderança, cobrança e apoio logístico.

A operação contou com apoio de diferentes unidades especializadas da Polícia Civil, e as investigações seguem para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

Daiane Silva

Daiane Silva

Olá, meu nome é Daiane Silva, tenho 23 anos e estudo Publicidade e Propaganda na Universidade Estácio de Sá, além de Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão. Tenho uma paixão especial por narrar histórias de pessoas comuns, especialmente no jornalismo de profundidade, onde cada detalhe é meticulosamente explorado, sem deixar nada de fora. Valorizo a experiência de sentir, ouvir e reviver os eventos que reporto. No Diário de Augustinópolis, meu papel principal é trazer informações detalhadas e de alta qualidade. Estou à disposição para recebê-los aqui sempre que possível.

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