Justiça condena ex-prefeito e dois servidores por irregularidades em contratos em Augustinópolis

Justiça condena ex-prefeito e dois servidores por irregularidades em contratos de transporte em Augustinópolis
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Localizada no extremo norte do Tocantins, na região do Bico do Papagaio, a cidade de Augustinópolis é um dos principais polos administrativos e comerciais da microrregião, com economia baseada sobretudo em serviços, comércio e atividades ligadas ao setor público. É nesse contexto que a Justiça responsabilizou três agentes públicos por irregularidades em contratações de transporte custeadas com recursos municipais.

A decisão, assinada pelo juiz Alan Ide Ribeiro da Silva, condena o ex-prefeito Júlio da Silva Oliveira, a secretária de Educação Renata Pereira de Sousa e o pregoeiro municipal Ralsonato Gonçalves Santana por atos de improbidade administrativa que causaram prejuízo superior a R$ 191 mil aos cofres públicos. A sentença foi proferida na última terça-feira (10) e ainda cabe recurso.

O processo teve como base análise técnica do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, que apontou falhas graves em procedimentos licitatórios. Entre as irregularidades descritas estão o fracionamento indevido de despesas, contratações realizadas sem licitação válida e inconsistências nas pesquisas de preços apresentadas para justificar os contratos.

Segundo a decisão judicial, as práticas não foram eventuais, mas repetidas ao longo dos procedimentos administrativos, o que evidenciou intenção de burlar exigências legais. O valor do prejuízo foi calculado com base na diferença entre os pagamentos realizados a uma cooperativa e os serviços efetivamente comprovados.

Como penalidades, o ex-prefeito e a ex-secretária deverão ressarcir o dano e pagar multa civil no mesmo valor, além de terem os direitos políticos suspensos por oito anos. Ambos também perderão eventuais funções públicas e ficarão impedidos de contratar com o Poder Público pelo prazo de dez anos. O pregoeiro teve os direitos políticos suspensos por cinco anos, foi condenado ao pagamento de multa equivalente a 50 vezes o salário recebido à época dos fatos e ficará proibido de contratar com a administração pública por quatro anos.

A sentença destaca que as condutas violaram princípios fundamentais da administração pública, como legalidade, impessoalidade e moralidade. O caso pode ser analisado em grau de recurso pelo Tribunal de Justiça do Tocantins.

Daiane Silva

Daiane Silva

Olá, meu nome é Daiane Silva, tenho 23 anos e estudo Publicidade e Propaganda na Universidade Estácio de Sá, além de Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão. Tenho uma paixão especial por narrar histórias de pessoas comuns, especialmente no jornalismo de profundidade, onde cada detalhe é meticulosamente explorado, sem deixar nada de fora. Valorizo a experiência de sentir, ouvir e reviver os eventos que reporto. No Diário de Augustinópolis, meu papel principal é trazer informações detalhadas e de alta qualidade. Estou à disposição para recebê-los aqui sempre que possível.

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