Polícia Civil cumpre mandados contra grupo que fraudou concurso da PMTO 2025

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A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 18, a Operação Última Etapa com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes em concursos públicos. A ação foi coordenada pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado e ocorreu de forma simultânea nos estados de Pernambuco, Paraíba, Pará e Goiás, onde foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão, todos expedidos pela 1ª Vara Regional das Garantias de Palmas.

De acordo com as investigações, o grupo atuava de maneira organizada e estruturada, oferecendo um serviço ilegal a candidatos inscritos em concursos. O esquema consistia na substituição desses candidatos por terceiros, conhecidos como “pilotos”, que realizavam as provas em seus lugares mediante pagamento. Os valores cobrados chegavam a aproximadamente R$ 50 mil, evidenciando o alto nível de organização e a lucratividade da prática criminosa.

Os fatos apurados estão relacionados à primeira fase do concurso da Polícia Militar do Tocantins, realizada em 15 de junho de 2025. Entre os alvos da operação estão cinco candidatos suspeitos de contratar o esquema e três homens apontados como executores das provas. Entre esses, há um agente socioeducativo do Distrito Federal, um policial rodoviário federal lotado no Pará e um ex-policial militar da Paraíba, já excluído da corporação por envolvimento em outros crimes.

A investigação teve início após a identificação de indícios de irregularidades pela própria Polícia Militar do Tocantins, por meio da comissão organizadora do concurso e da corregedoria. A partir dessas informações, foi iniciado um trabalho integrado entre diferentes forças de segurança, com compartilhamento de dados e análises técnicas que permitiram o avanço das apurações.

Durante a investigação, foram reunidas provas consideradas consistentes, incluindo exames papiloscópicos que apontaram incompatibilidades entre as impressões digitais coletadas no dia da prova e aquelas registradas oficialmente. Também foram realizados exames grafotécnicos que identificaram divergências entre assinaturas em diferentes etapas do certame. Relatórios de inteligência ainda indicaram a existência de uma divisão de tarefas dentro do grupo, o que caracteriza a atuação de uma organização criminosa.

Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pelas medidas cautelares que foram autorizadas pelo Poder Judiciário. A operação tem como foco responsabilizar os envolvidos, interromper a atuação do grupo e garantir a lisura dos concursos públicos.

A Polícia Civil do Tocantins informou que seguirá com as investigações e reforçou o compromisso no combate à corrupção, às fraudes em processos seletivos e à atuação de organizações criminosas.

Daiane Silva

Daiane Silva

Olá, meu nome é Daiane Silva, tenho 23 anos e estudo Publicidade e Propaganda na Universidade Estácio de Sá, além de Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão. Tenho uma paixão especial por narrar histórias de pessoas comuns, especialmente no jornalismo de profundidade, onde cada detalhe é meticulosamente explorado, sem deixar nada de fora. Valorizo a experiência de sentir, ouvir e reviver os eventos que reporto. No Diário de Augustinópolis, meu papel principal é trazer informações detalhadas e de alta qualidade. Estou à disposição para recebê-los aqui sempre que possível.