9 de abr. 2026 às 09:45
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintet) se posicionou contra o edital de redistribuição dos professores aprovados no concurso da rede estadual de 2023, divulgado recentemente pelo governo. A entidade afirma que, apesar de defender a ampliação do quadro efetivo, o modelo adotado pode trazer prejuízos aos profissionais.
Segundo o presidente do sindicato, José Roque Santiago, a redistribuição é considerada uma medida importante para garantir a convocação de mais concursados. No entanto, ele alerta que as regras previstas no edital não oferecem segurança suficiente aos trabalhadores.
Um dos principais pontos criticados é a exigência de renúncia da vaga original para participar do processo, sem garantia de nova lotação. Para o Sintet, essa condição pode expor os professores a perdas de direitos já conquistados após aprovação no concurso.
A entidade também demonstra preocupação com situações em que o profissional abre mão da vaga e, posteriormente, não consegue assumir uma nova posição ou perde a oportunidade de retornar ao município de origem.
Diante do cenário, o sindicato informou que já acionou a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) em busca de diálogo e possíveis ajustes no edital. A intenção é evitar prejuízos à categoria e garantir mais segurança no processo de redistribuição.
Além disso, o Sintet afirma ter recebido denúncias relacionadas a possíveis irregularidades no edital, o que, segundo a entidade, reforça a necessidade de revisão das regras.
O concurso realizado em 2023 foi uma reivindicação antiga dos profissionais da educação. Apesar disso, o sindicato avalia que ainda há pendências, como a convocação de candidatos remanescentes e a reformulação de pontos considerados problemáticos no processo de redistribuição.

