Tocantins volta a aparecer na lista suja do trabalho escravo divulgada em 2026

Img
Comentar 0

O mais recente Cadastro de Empregadores flagrados explorando trabalho em condições análogas à escravidão, divulgado pelo governo federal em abril de 2026, revela que o problema ainda persiste no estado do Tocantins, especialmente em áreas rurais e ligadas à atividade agropecuária e construção civil.

De acordo com o documento, pelo menos dois empregadores com atuação no Tocantins integram a chamada “lista suja”, instrumento público que reúne pessoas físicas e jurídicas responsabilizadas administrativamente por esse tipo de violação trabalhista.

Um dos casos envolve a empresa Pacheco Engenharia e Construções Ltda, incluída no cadastro após fiscalização realizada em 2023. A ocorrência foi registrada na zona rural do município de Araguaçu, onde 23 trabalhadores foram encontrados em condições degradantes. 

Outro registro no estado aponta o empregador Eduardo Lopes Pereira, também incluído após ação fiscal em 2023. O caso ocorreu na zona rural de Rio Sono, envolvendo sete trabalhadores submetidos a condições irregulares. 

Perfil das ocorrências

Os dados indicam que, no Tocantins, os casos estão concentrados principalmente em áreas rurais, com atividades ligadas à produção agrícola e obras. Esse padrão acompanha a tendência nacional, onde grande parte dos flagrantes ocorre em fazendas, carvoarias e canteiros de obras.

O cadastro mostra ainda que as inclusões decorrem de decisões administrativas definitivas, ou seja, após conclusão de processos que comprovam a prática de irregularidades como:

condições degradantes de trabalho jornadas exaustivas restrição de liberdade ausência de direitos básicos

Cenário nacional

Ao todo, o documento reúne centenas de empregadores em todo o país, distribuídos em diferentes estados e setores econômicos, evidenciando que o problema do trabalho análogo à escravidão permanece estrutural no Brasil.

A atualização mais recente do cadastro foi realizada em 7 de abril de 2026, conforme previsto na Portaria Interministerial nº 18/2024, que regulamenta a divulgação da lista. 

Importância da fiscalização

A inclusão na lista suja traz consequências diretas aos empregadores, como restrições de crédito e danos à reputação. Para especialistas, a transparência do cadastro é uma das principais ferramentas de combate à prática.

No Tocantins, os dados reforçam a necessidade de ampliação da fiscalização, sobretudo em regiões rurais, onde a vulnerabilidade social e a informalidade aumentam o risco de exploração.

Daiane Silva

Daiane Silva

Olá, meu nome é Daiane Silva, tenho 23 anos e estudo Publicidade e Propaganda na Universidade Estácio de Sá, além de Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão. Tenho uma paixão especial por narrar histórias de pessoas comuns, especialmente no jornalismo de profundidade, onde cada detalhe é meticulosamente explorado, sem deixar nada de fora. Valorizo a experiência de sentir, ouvir e reviver os eventos que reporto. No Diário de Augustinópolis, meu papel principal é trazer informações detalhadas e de alta qualidade. Estou à disposição para recebê-los aqui sempre que possível.