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Fim da escala 6×1 avança no Senado, mas votação fica para depois das eleições

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A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 avançou mais uma etapa no Congresso Nacional, mas ainda não virou regra para os trabalhadores brasileiros.

Na quarta-feira, 2 de setembro, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a CCJ, aprovou a proposta que reduz a jornada máxima de trabalho e garante dois dias de descanso remunerado por semana. O texto segue agora para o Plenário do Senado.

Atualmente, a legislação permite uma jornada de até 44 horas semanais. Na escala 6×1, o trabalhador pode trabalhar seis dias seguidos para ter apenas um dia de folga.

Pela proposta aprovada na CCJ, a jornada semanal será reduzida para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução do salário. A mudança prevê uma transição de 14 meses.

Apesar da aprovação na comissão, a PEC ainda não foi aprovada pelo Senado.

Para virar uma mudança na Constituição, o texto precisa passar por dois turnos de votação no Plenário do Senado. São necessários pelo menos 49 votos favoráveis, de um total de 81 senadores.

A votação que poderia acontecer nesta semana acabou não sendo realizada. Segundo a Agência Brasil, a base do governo avaliou que ainda não tinha segurança sobre o número de votos necessários e decidiu não levar a proposta ao plenário naquele momento.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, afirmou que a estimativa era de 53 a 54 votos favoráveis, mas que esse número não dava segurança suficiente para colocar a PEC em votação, principalmente diante da possibilidade de ausência de senadores.

Com isso, a expectativa é que a votação aconteça depois do primeiro turno das eleições, em outubro. O próximo esforço concentrado do Congresso está previsto para a segunda semana de outubro.

O que muda para o trabalhador?

Se a proposta for aprovada definitivamente, a ideia é acabar com a rotina de trabalhar seis dias para descansar apenas um.

O trabalhador passaria a ter dois dias de folga por semana, mantendo o salário. A jornada semanal também cairia de 44 para 40 horas.

A mudança, porém, não aconteceria de uma vez. O texto estabelece um período de adaptação de 14 meses para que a nova jornada seja implantada.

Algumas atividades que precisam funcionar continuamente poderão ter regras específicas.

Durante a votação na CCJ, quatro dos 27 senadores presentes registraram voto contrário: Rogério Marinho, Hamilton Mourão, Tereza Cristina e Jaime Bagattoli. A votação da comissão foi simbólica.

A oposição defende que mudanças na jornada sejam discutidas por meio de negociação entre trabalhadores e empregadores. O senador Rogério Marinho apresentou uma proposta alternativa que mantém a possibilidade da escala 6×1 e a jornada máxima de 44 horas semanais.

O caminho da proposta é o seguinte:

CCJ do Senado → Plenário do Senado em dois turnos → 49 votos em cada turno → aprovação definitiva.

Se o Senado aprovar exatamente o mesmo texto que já passou pela Câmara dos Deputados, a proposta poderá seguir para promulgação, sem precisar voltar para uma nova votação na Câmara.

Por enquanto, portanto, a escala 6×1 continua valendo. O que existe é uma proposta avançando no Congresso para mudar essa regra.

A próxima etapa será a votação no Plenário do Senado, que deverá ocorrer após o primeiro turno das eleições, segundo as informações mais recentes divulgadas pelo Congresso e pela Agência Brasil.

Daiane Silva

Daiane Silva

Olá, meu nome é Daiane Silva, tenho 23 anos e estudo Publicidade e Propaganda na Universidade Estácio de Sá, além de Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão. Tenho uma paixão especial por narrar histórias de pessoas comuns, especialmente no jornalismo de profundidade, onde cada detalhe é meticulosamente explorado, sem deixar nada de fora. Valorizo a experiência de sentir, ouvir e reviver os eventos que reporto. No Diário de Augustinópolis, meu papel principal é trazer informações detalhadas e de alta qualidade. Estou à disposição para recebê-los aqui sempre que possível.