23 de set. 2026 às 10:18
A Operação Falsum Imperium, que já havia levado suspeitos à prisão em Araguatins, ganhou um novo capítulo. O Ministério Público do Tocantins (MPTO) denunciou 25 pessoas por suposto envolvimento em um esquema de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 10 milhões.
A investigação começou a ser divulgada após quatro prisões em julho. Na época, a Polícia Civil apontava movimentações superiores a R$ 4 milhões. Em agosto, uma nova fase resultou em mais prisões e ampliou o alcance da apuração.
Segundo o MPTO, o grupo utilizava anúncios e páginas falsas nas redes sociais para oferecer passagens aéreas e rodoviárias, pacotes de viagens e outros produtos. As campanhas teriam alcançado mais de 3 milhões de usuários.
Após os pagamentos, os valores eram movimentados por diferentes contas e empresas. A investigação aponta ainda o uso de dados de terceiros e a conversão de parte dos recursos em criptoativos, além da aquisição de veículos e imóveis.
Entre os investigados estão também policiais penais de Araguatins, que foram afastados cautelarmente durante o avanço das investigações.
O nome da operação, Falsum Imperium, significa “falso império” em latim. Segundo a Polícia Civil, a denominação faz referência a um estabelecimento comercial que teria sido utilizado para dar aparência de legalidade a patrimônio supostamente adquirido com recursos ilícitos.
Os 25 denunciados respondem, conforme as acusações apresentadas pelo MPTO, por crimes como organização criminosa, estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
A denúncia ainda será analisada pela Justiça.


