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Aluguel pode consumir mais da metade da renda de moradores de Augustinópolis

Condomínio
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Levantamento mostra imóveis entre R$ 600 e R$ 800, enquanto dados do Censo 2022 ajudam a dimensionar o peso da moradia no orçamento dos trabalhadores

Morar de aluguel em Augustinópolis, no Bico do Papagaio, pode representar uma parcela significativa da renda mensal de quem trabalha e precisa arcar com as despesas da própria casa. Um levantamento realizado em 2026 encontrou imóveis de um quarto anunciados por cerca de R$ 600 e casas de três quartos, fora do centro, entre R$ 700 e R$ 800.

Os valores ganham outra dimensão quando comparados aos dados de rendimento da população. O Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibiliza informações sobre o rendimento mensal médio e mediano das pessoas ocupadas, além de dados sobre a renda dos domicílios.

A renda mediana é especialmente importante nessa comparação porque divide os trabalhadores em duas partes: metade recebe abaixo desse valor e metade recebe acima.

Aluguel de R$ 800 pode representar 66% da renda

Dados municipais derivados do Censo 2022 apontam rendimento mensal mediano de R$ 1.212 para os trabalhadores de Augustinópolis.

Quando esse valor é comparado aos preços de aluguel encontrados na cidade, o peso da moradia fica evidente:

Valor do aluguel Parcela de uma renda de R$ 1.212
R$ 600 49,5%
R$ 650 53,6%
R$ 700 57,8%
R$ 800 66,0%

Na prática, um aluguel de R$ 600 consumiria praticamente metade de uma renda mensal de R$ 1.212.

No caso de um aluguel de R$ 700, sobrariam R$ 512 para todas as demais despesas. Já quem paga R$ 800 teria R$ 412 restantes.

Quanto sobra para as outras despesas?

A conta ajuda a dimensionar o impacto no orçamento.

Uma pessoa com renda mensal de R$ 1.212 que pague:

R$ 600 de aluguel: sobra R$ 612.

R$ 650 de aluguel: sobra R$ 562.

R$ 700 de aluguel: sobra R$ 512.

R$ 800 de aluguel: sobra R$ 412.

Esse valor restante precisa cobrir alimentação, água, energia elétrica, transporte, telefone, internet, medicamentos e outras despesas do cotidiano.

O preço dos imóveis

O levantamento realizado em Augustinópolis em 2026 encontrou imóveis de um quarto na faixa de R$ 600, enquanto casas de três quartos fora do centro aparecem entre R$ 700 e R$ 800.

Também há anúncios de kitnets na cidade por aproximadamente R$ 650 mensais.

Os valores podem variar conforme o bairro, tamanho do imóvel, número de quartos, estrutura, conservação e localização.

Uma cidade em crescimento

Augustinópolis tinha 17.484 habitantes no Censo 2022, segundo o IBGE. A estimativa populacional mais recente disponível para o município aponta 18.341 habitantes em 2026.

A cidade também funciona como um dos principais centros de comércio e serviços da região do Bico do Papagaio, atraindo estudantes, trabalhadores e moradores de municípios próximos.

Esse movimento contribui para a procura por imóveis residenciais e ajuda a explicar a importância de acompanhar a evolução dos preços de aluguel na cidade.

Renda e moradia

A comparação entre os dados de renda e os preços encontrados no mercado mostra que o aluguel pode representar uma parcela expressiva do orçamento de quem vive em Augustinópolis.

Para uma renda mediana de R$ 1.212, um imóvel de R$ 600 já compromete quase metade do rendimento. Nos casos de R$ 700 e R$ 800, o percentual ultrapassa a metade da renda mensal.

Os números, por si só, não determinam se os valores cobrados pelos proprietários estão acima ou abaixo do que seria adequado para o mercado. Eles mostram, porém, quanto do orçamento de um trabalhador pode ser destinado exclusivamente à moradia.

Fontes: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Censo Demográfico 2022; levantamento de preços de aluguel realizado em Augustinópolis em 2026; anúncios imobiliários disponíveis para o município.

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Daiane Silva

Daiane Silva

Olá, meu nome é Daiane Silva, tenho 23 anos e estudo Publicidade e Propaganda na Universidade Estácio de Sá, além de Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão. Tenho uma paixão especial por narrar histórias de pessoas comuns, especialmente no jornalismo de profundidade, onde cada detalhe é meticulosamente explorado, sem deixar nada de fora. Valorizo a experiência de sentir, ouvir e reviver os eventos que reporto. No Diário de Augustinópolis, meu papel principal é trazer informações detalhadas e de alta qualidade. Estou à disposição para recebê-los aqui sempre que possível.