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MP pede regularização do transporte escolar após reprovação de seis ônibus em São Bento

Promotoria de Justiçado de Araguatins
As recomendações foram expedidas pelo promotor de Justiça Matheus Eurico Carneiro, da 2ª Promotoria de Justiça de Araguatins — Foto: Marcelo de Deus - Dicom MPTO
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• Relatos de famílias apontam superlotação, estudantes viajando em pé e perda de aulas; ação pede reparos ou substituição dos ônibus e reorganização das rotas rurais

Ônibus com pneus desgastados, falhas nos freios, para-brisas danificados e cintos de segurança defeituosos, além de superlotação e problemas nas rotas escolares. Essas foram algumas das irregularidades identificadas no transporte escolar rural de São Bento do Tocantins que levaram o Ministério Público do Tocantins (MPTO) a ajuizar uma Ação Civil Pública (ACP) para regularizar o serviço e garantir a segurança dos estudantes.

A ação foi proposta pela 2ª Promotoria de Justiça de Araguatins, após constatar que a Prefeitura havia reduzido de dois para apenas um o número de ônibus responsáveis por atender uma extensa rota rural. A mudança provocou superlotação, obrigando crianças e adolescentes a viajar em pé por estradas de terra, além de aumentar o tempo de deslocamento até as unidades escolares.

A investigação foi iniciada a partir de relatos de moradores e familiares de estudantes das comunidades Ronca de Baixo, Trecho Seco, Alto Bonito, Campo Alegre e Projeto de Assentamento Nascente da Terra. Segundo eles, alguns estudantes precisam acordar por volta das 5h para chegar às escolas estaduais Anaídes Brito de Miranda e José Maria Pinheiro Lopes. 

As frequentes quebras dos veículos, associadas à falta de transporte substituto, também provocaram atrasos e faltas recorrentes, fazendo com que alguns alunos perdessem aproximadamente um terço dos dias letivos.

Todos os ônibus reprovados

A gravidade da situação foi confirmada por vistorias realizadas pelo Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO), no segundo semestre de 2026. Dos seis veículos escolares apresentados pelo município, todos foram reprovados e considerados inaptos para o transporte de estudantes.

Os laudos técnicos apontaram diversas irregularidades, incluindo pneus sem condições de segurança, problemas nos sistemas de frenagem e iluminação, para-brisas danificados, ausência ou inadequação de extintores de incêndio, cintos de segurança defeituosos e tacógrafos inoperantes.

Pedidos à Justiça

Na ACP, o MPTO requer que a Justiça determine ao município, no prazo de 15 dias, a regularização dos seis ônibus reprovados pelo Detran/TO ou a substituição por veículos em condições adequadas de segurança.

O Ministério Público também solicita a reorganização das rotas rurais, com a disponibilização de pelo menos dois veículos operando simultaneamente, além de um veículo reserva para atender eventuais problemas mecânicos.

Para o promotor de Justiça Matheus Eurico Borges Carneiro, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Araguatins, o objetivo é garantir a oferta contínua, gratuita e segura do transporte escolar, assegurando às crianças e aos adolescentes da zona rural o direito de acesso e permanência na escola.

Para assegurar o cumprimento das medidas, a ação pede a fixação de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

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Mágson Alves

Mágson Alves

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CEO e fundador do Diário de Augustinópolis, o portal de notícias que mais cresce na região.