8 de maio. 2026 às 15:27
A jornalista e comunicadora Silene Borges publicou um vídeo nas redes sociais, no Instagram, cobrando o governo do Tocantins pelo pagamento de veículos de comunicação que prestam serviços de publicidade institucional ao Estado.
Na gravação, feita em colaboração com o perfil “Quarto Poder”, ela faz um apelo direto ao governador Wanderlei Barbosa e afirma que há valores em atraso há mais de um ano.
Segundo ela, não se trata de um caso isolado, mas de uma situação que atinge vários veículos de imprensa no estado.
“É preciso que o senhor determine o pagamento de todas as mídias vencidas. Há mais de um ano, a todos os veículos, não é só a mim”, afirma no vídeo.
Problema atinge vários veículos
A comunicadora diz que profissionais e empresas de comunicação estão enfrentando dificuldades financeiras por falta de pagamento.
Ela também afirma que muitos veículos menores não conseguem acesso direto ao governo e acabam ficando fora das decisões sobre a verba de publicidade.
Como funciona o dinheiro da publicidade
Hoje, o dinheiro da publicidade do governo não vai direto para os sites e blogs.
O funcionamento é assim:
o governo contrata agências de publicidade
essas agências recebem o dinheiro
depois elas distribuem os anúncios para sites, blogs, rádios e TVs
Ou seja: o pagamento passa por intermediários.
Esse modelo é usado oficialmente e pode ser consultado no Portal da Transparência do Tocantins.
Quem trabalha com comunicação no estado diz que esse sistema tem dois problemas principais:
Não dá para ver claramente quem recebeu o quê, não há transparência fácil sobre os valores finais pagos a cada veículo.
Na prática, o dinheiro sai do governo, passa pela agência e chega nos veículos, mas o caminho completo não é claro para o público.
Desigualdade entre veículos
Profissionais da área também relatam que nem todos os veículos recebem da mesma forma.
Segundo essas informações:
portais maiores recebem mais campanhas
blogs e sites regionais recebem valores menores
pagamentos por “diária” ou inserção variam bastante
Isso gera uma diferença grande entre quem tem mais alcance e quem é menor no interior.
No Tocantins, muitos veículos de comunicação dependem da publicidade oficial para se manter funcionando.
Por isso, atrasos no pagamento causam impacto direto, como:
dificuldade de pagar funcionários
atraso em contas básicas
redução de produção de conteúdo
O que já foi discutido no passado
O modelo de publicidade do governo já foi alvo de questionamentos de órgãos de controle em anos anteriores, principalmente sobre:
valores altos em contratos
forma de distribuição da verba
necessidade de mais transparência
Situação atual
Até agora, não houve resposta pública detalhada do governo sobre as acusações de atraso feitas pela comunicadora nem sobre a regularização dos pagamentos citados.
O sistema de publicidade segue funcionando da mesma forma: com agências intermediando os repasses e pouca transparência pública sobre o valor final recebido por cada veículo.

