Sem resposta e sem festa? Silêncio da prefeitura preocupa moradores em Esperantina

Esperantina
Prefeitura de Esperantina, no norte do Tocantins — Foto: Reprodução/ Google Street View
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Tradicional na cidade, a Festa do Cupu costuma movimentar a economia e atrair visitantes. Sem definição, o clima é de incerteza

A dois dias da data prevista para a tradicional Festa do Cupu, em Esperantina, moradores têm cobrado um posicionamento oficial da prefeitura diante da falta de informações sobre a realização do evento neste ano.

Até o momento, a gestão municipal não divulgou nenhum comunicado recente confirmando a programação ou tratando da possível não realização da festa. Nas redes sociais oficiais, também não há publicações atualizadas que esclareçam a situação, o que tem aumentado a incerteza entre a população.

Mesmo sem anúncio oficial, o Portal da Transparência do município registra processos de contratação relacionados à logística do evento, como estrutura e serviços, o que gera ainda mais dúvidas entre os moradores sobre o andamento da organização.

A ausência de comunicação tem sido alvo de críticas, principalmente por parte de comerciantes e trabalhadores informais, que dependem da festa para planejar atividades e garantir renda extra. Sem informações claras, muitos relatam dificuldade para se organizar.

Considerada uma das principais manifestações culturais da cidade, a Festa do Cupu costuma movimentar a economia local e atrair visitantes. Neste cenário, o silêncio da prefeitura sobre a possível não realização do evento intensifica a apreensão da população.

Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Esperantina não havia se pronunciado oficialmente sobre o caso.

Contexto

O cenário de incerteza em torno da Festa do Cupu, em Esperantina, ocorre após uma intervenção do Ministério Público do Tocantins (MPTO), que acionou a Justiça pedindo a suspensão de shows previstos para o evento, entre eles o do cantor Amado Batista. A medida foi motivada por questionamentos sobre os gastos públicos e a situação financeira do município.

De acordo com a ação, a prefeitura firmou contratos que somam cerca de R$ 1 milhão para apresentações artísticas, incluindo cachê de aproximadamente R$ 550 mil para Amado Batista, além de outros artistas.

O MPTO argumenta que as contratações ocorreram no mesmo período em que o município decretou situação de emergência devido a fortes chuvas, que causaram danos à infraestrutura local. Além disso, a cidade ainda enfrenta reflexos de uma crise financeira, com histórico recente de dívidas superiores a R$ 31 milhões e atrasos salariais.

Na ação, o órgão aponta possível desvio de finalidade no uso do decreto de emergência para justificar contratações sem licitação, além de falhas na transparência, como a ausência de publicação de contratos em portais oficiais.

Diante disso, o Ministério Público pediu, em caráter liminar, a suspensão dos pagamentos e o cancelamento dos shows programados para a Festa do Cupu, bem como a devolução de valores já pagos antecipadamente.

O caso segue em análise pela Justiça e contribui para o atual cenário de dúvidas e falta de informações oficiais sobre a realização do evento, que tradicionalmente movimenta a economia e a cultura local.

Daiane Silva

Daiane Silva

Olá, meu nome é Daiane Silva, tenho 23 anos e estudo Publicidade e Propaganda na Universidade Estácio de Sá, além de Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão. Tenho uma paixão especial por narrar histórias de pessoas comuns, especialmente no jornalismo de profundidade, onde cada detalhe é meticulosamente explorado, sem deixar nada de fora. Valorizo a experiência de sentir, ouvir e reviver os eventos que reporto. No Diário de Augustinópolis, meu papel principal é trazer informações detalhadas e de alta qualidade. Estou à disposição para recebê-los aqui sempre que possível.

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