Uso de medicamentos estéticos sem controle cresce no interior do Tocantins

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A equipe do Diário de Augustinópolis investigou a circulação de medicamentos utilizados para fins estéticos, como as chamadas “canetinhas emagrecedoras”, em cidades do interior do Tocantins.

A apuração identificou que a comercialização desses produtos tem ocorrido, principalmente, por meio das redes sociais. Em contato com um vendedor, a reportagem constatou a oferta de diferentes substâncias, com preços definidos e sem exigência de prescrição médica.

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Durante a conversa, ao ser questionado sobre a necessidade de acompanhamento profissional, o vendedor afirmou que a maior parte dos clientes utiliza os produtos por conta própria.

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Para esclarecer as implicações legais, a reportagem ouviu o delegado da Polícia Civil de Augustinópolis, Jacson Wutke. Segundo ele, a legislação brasileira prevê punições para quem participa da cadeia de comercialização desses medicamentos.

“O que mais a gente vê nessas circunstâncias são justamente essas canetas que são falsificadas ou manipuladas”, afirmou.

De acordo com o delegado, importar, vender, expor à venda ou transportar medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) configura crime.

“O Código Penal atua para quem importa, comercializa, vende, expõe à venda ou transporta esse tipo de produto sem registro”, explicou.

Ainda segundo ele, mesmo quando o medicamento possui marca conhecida em outros países, a ausência de autorização no Brasil faz com que ele seja considerado irregular.

“Para a lei brasileira, é como se ele fosse falsificado ou de origem ignorada”, disse.

A pena prevista para esse tipo de crime pode variar de 10 a 15 anos de reclusão, conforme o artigo 273 do Código Penal.

Por outro lado, o delegado destacou que a compra para uso próprio não é considerada crime.

“No caso de quem compra para uso próprio, não há previsão de crime. A responsabilização ocorre quando há qualquer relação com a venda ou distribuição”, afirmou.

Ele também ressaltou que a entrada desses produtos no país ocorre, em muitos casos, por meio de rotas vindas de países vizinhos.

“Normalmente são produtos importados de países como Paraguai e Bolívia, que acabam entrando no Brasil e sendo distribuídos, inclusive para cidades do interior”, completou.

Os dados levantados pela reportagem indicam que a oferta desses medicamentos tem alcançado diferentes regiões, com facilidade de acesso e sem controle sanitário.

Daiane Silva

Daiane Silva

Olá, meu nome é Daiane Silva, tenho 23 anos e estudo Publicidade e Propaganda na Universidade Estácio de Sá, além de Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão. Tenho uma paixão especial por narrar histórias de pessoas comuns, especialmente no jornalismo de profundidade, onde cada detalhe é meticulosamente explorado, sem deixar nada de fora. Valorizo a experiência de sentir, ouvir e reviver os eventos que reporto. No Diário de Augustinópolis, meu papel principal é trazer informações detalhadas e de alta qualidade. Estou à disposição para recebê-los aqui sempre que possível.

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