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Justiça afasta dois policiais penais da unidade de Araguatins

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Investigação aponta possível vínculo com organização criminosa

A Justiça determinou o afastamento cautelar de dois policiais penais que atuavam na Unidade Prisional Regional de Araguatins, no Bico do Papagaio. A decisão foi tomada após pedido do Ministério Público do Tocantins (MPTO), que investiga uma possível relação dos servidores com integrantes de uma organização criminosa envolvida em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.

Além da suspensão das atividades, os agentes estão proibidos de acessar a unidade prisional onde trabalhavam e também qualquer outro prédio ligado à Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) e à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

A determinação judicial também impede que os investigados mantenham contato, de forma direta ou por terceiros, com outros envolvidos no caso e com testemunhas da investigação.

Como medida de segurança, foram bloqueados os acessos dos servidores aos sistemas e bancos de dados das instituições estaduais. A Corregedoria-Geral do Sistema Penitenciário e a Seciju foram comunicadas para cumprir o afastamento e adotar as providências administrativas cabíveis. Caso as medidas impostas sejam descumpridas, a Justiça poderá decretar a prisão preventiva dos investigados.

Investigação aponta possível vínculo com presos

O afastamento ocorreu no avanço das investigações da Operação Falsum Imperium, que apura a atuação de uma organização suspeita de praticar golpes digitais e movimentações financeiras ilegais.

De acordo com o processo, dois apontados como líderes do grupo criminoso, D. F. da S. e T. I. dos S, estão presos preventivamente na Unidade Prisional de Araguatins.

A investigação analisou dados obtidos por meio de quebra de sigilo bancário e informações extraídas de dispositivos eletrônicos, que teriam indicado uma relação próxima entre os policiais penais e os detentos.

Movimentações financeiras levantaram suspeitas

Um dos servidores afastados chamou atenção dos investigadores após apresentar uma movimentação financeira superior a R$ 2,6 milhões em um período de cinco anos. Segundo a apuração, o valor seria incompatível com os rendimentos provenientes do cargo público.

Também foram identificadas transferências bancárias realizadas pelo policial para uma das lideranças presas. Conforme o processo, o próprio servidor teria confirmado que mantinha amizade com o detento.

No caso do segundo policial penal, a investigação apontou repasses financeiros para familiares de um dos presos e encontrou, em um aparelho celular apreendido, registros que indicariam contato frequente com integrantes do grupo investigado.

Suspeita de tratamento diferenciado dentro da unidade

Durante uma diligência realizada no presídio de Araguatins, os investigadores relataram que os presos apontados como líderes da organização permaneciam fora das celas e recebiam um tratamento considerado diferente da rotina dos demais custodiados.

A suspeita é de que a situação teria sido facilitada pelo acesso e atuação dos servidores investigados dentro da unidade.

O caso segue sob investigação e os policiais penais afastados ainda poderão apresentar defesa durante o andamento do processo.

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Daiane Silva

Daiane Silva

Olá, meu nome é Daiane Silva, tenho 23 anos e estudo Publicidade e Propaganda na Universidade Estácio de Sá, além de Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão. Tenho uma paixão especial por narrar histórias de pessoas comuns, especialmente no jornalismo de profundidade, onde cada detalhe é meticulosamente explorado, sem deixar nada de fora. Valorizo a experiência de sentir, ouvir e reviver os eventos que reporto. No Diário de Augustinópolis, meu papel principal é trazer informações detalhadas e de alta qualidade. Estou à disposição para recebê-los aqui sempre que possível.