A câmera que captou a queda da ponte JK estava em caminhão da empresa Expresso Geração carregado com agrotóxicos

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A câmera que registrou o momento exato do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira estava instalada na cabine de um caminhão da Expresso Geração, que transportava defensivos agrícolas no momento do acidente.

O veículo era conduzido pelo caminhoneiro Kecio Francisco dos Santos Lopes, de 42 anos, que estava entre os desaparecidos após o colapso da estrutura. O acidente aconteceu no dia 22 de dezembro de 2024, por volta das 14h50, quando a ponte, que liga Estreito a Aguiarnópolis cedeu e lançou veículos no Rio Tocantins.

Caminhoneiro Kecio Francisco dos Santos Lopes, de 42 anos/ Foto: reprodução

O corpo do motorista foi localizado dias depois, na manhã de uma terça-feira, por equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, e reconhecido por familiares. Natural de Demerval Lobão, Kecio foi sepultado na quarta-feira seguinte, no cemitério do município. Devido ao avançado estado de decomposição, o velório durou menos de duas horas e ocorreu na casa dos pais.

Segundo familiares, o caminhoneiro perdeu contato logo após o acidente, quando o rastreador do veículo deixou de emitir sinal, indicando a queda da carreta no rio. Documentos pessoais já haviam sido encontrados anteriormente durante as buscas. Kecio deixa esposa e uma filha de seis anos.

Meses depois, o caminhão um Volvo FH 500, foi retirado do leito do rio. O equipamento de monitoramento instalado na cabine armazenava as imagens da travessia, que mostram o instante em que a estrutura começa a ceder. O material foi recuperado e incorporado ao inquérito conduzido pela Polícia Federal, que ainda investiga as causas do desabamento.

Ao todo, 18 pessoas foram atingidas pela tragédia, e apenas uma sobreviveu. Além das perdas humanas, o acidente levantou preocupações ambientais, já que veículos transportavam substâncias químicas, incluindo agrotóxicos e ácido sulfúrico.

A Prefeitura de Demerval Lobão emitiu nota de pesar lamentando a morte do caminhoneiro. Enquanto isso, familiares das vítimas seguem aguardando respostas e indenizações. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, as demandas estão judicializadas e ainda não há prazo para conclusão dos processos.

Daiane Silva

Daiane Silva

Olá, meu nome é Daiane Silva, tenho 23 anos e estudo Publicidade e Propaganda na Universidade Estácio de Sá, além de Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão. Tenho uma paixão especial por narrar histórias de pessoas comuns, especialmente no jornalismo de profundidade, onde cada detalhe é meticulosamente explorado, sem deixar nada de fora. Valorizo a experiência de sentir, ouvir e reviver os eventos que reporto. No Diário de Augustinópolis, meu papel principal é trazer informações detalhadas e de alta qualidade. Estou à disposição para recebê-los aqui sempre que possível.