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Tocantins regulamenta atendimento para interrupção da gravidez em casos de violência sexual

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A Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) regulamentou o fluxo de atendimento para a interrupção da gravidez prevista em lei quando a gestação é decorrente de violência sexual. O serviço será ofertado no Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas, definido como referência estadual para esses atendimentos.

A regulamentação consta na Portaria nº 372/2026, republicada com ajustes no Diário Oficial do Estado na sexta-feira (21). O documento estabelece diretrizes para o acolhimento, atendimento, realização do procedimento e acompanhamento das pacientes.

O serviço será destinado aos casos de gravidez resultante de violência sexual, incluindo situações de estupro de vulnerável. A norma também contempla pessoas com capacidade de gestar, como homens trans e pessoas não binárias.

Segundo a portaria, o atendimento deverá ser realizado de forma integral, humanizada, ética e segura, com respeito à decisão da paciente e garantia de sigilo.

Os atendimentos e procedimentos funcionarão, em regra, mediante agendamento prévio. Pacientes que procurarem diretamente o Hospital Dona Regina, mesmo sem agendamento, também deverão receber acolhimento inicial. A mesma orientação se aplica às pessoas encaminhadas pela rede de proteção às vítimas de violência.

A assistência deverá ocorrer em ambiente privativo e sigiloso. A regulamentação também prevê a disponibilização de leito exclusivo e a realização de consultas de retorno e acompanhamento ambulatorial após o procedimento.

O atendimento será realizado por uma equipe multidisciplinar de referência, composta por médico clínico ou ginecologista e obstetra, enfermeiro, técnico de enfermagem, psicólogo e assistente social.

A portaria utiliza como base as hipóteses de interrupção da gravidez previstas na legislação brasileira, além de diretrizes da Organização Mundial da Saúde e normas técnicas do Ministério da Saúde.

O fluxo regulamentado no Hospital Dona Regina é específico para os casos decorrentes de violência sexual. Outras situações previstas na legislação, como gravidez com risco à vida da gestante ou casos de anencefalia fetal, permanecem seguindo os protocolos assistenciais próprios da rede pública de saúde.

Daiane Silva

Daiane Silva

Olá, meu nome é Daiane Silva, tenho 23 anos e estudo Publicidade e Propaganda na Universidade Estácio de Sá, além de Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão. Tenho uma paixão especial por narrar histórias de pessoas comuns, especialmente no jornalismo de profundidade, onde cada detalhe é meticulosamente explorado, sem deixar nada de fora. Valorizo a experiência de sentir, ouvir e reviver os eventos que reporto. No Diário de Augustinópolis, meu papel principal é trazer informações detalhadas e de alta qualidade. Estou à disposição para recebê-los aqui sempre que possível.