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El Niño: o fenômeno no Pacífico que está deixando o Bico do Papagaio ainda mais quente

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• Estudo estima 13,3 mil mortes adicionais relacionadas ao calor no Brasil até fevereiro de 2027; previsão aponta temperaturas acima da média em partes do Tocantins

Quem vive no Bico do Papagaio conhece bem o calor da região. Basta passar alguns minutos na rua para sentir a necessidade de procurar uma sombra e tomar água. Mas o que acontece a milhares de quilômetros daqui, no Oceano Pacífico, pode influenciar ainda mais as temperaturas e as chuvas que chegam ao norte do Tocantins.

O fenômeno se chama El Niño e ocorre quando as águas superficiais do Pacífico Equatorial ficam mais quentes que o normal, alterando a circulação da atmosfera e os padrões climáticos em diferentes partes do mundo.

A previsão climática para outubro a dezembro de 2026 aponta temperaturas acima da média e possibilidade de chuvas abaixo do normal em partes do Tocantins. O cenário pode trazer desafios para agricultores, aumentar a pressão sobre os recursos hídricos e favorecer condições para incêndios.

O alerta também envolve a saúde. Um estudo do Climate Impact Lab, ligado à Universidade de Chicago, estima cerca de 451 mil mortes adicionais relacionadas ao calor no mundo entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027. Para o Brasil, a projeção é de aproximadamente 13,3 mil. Os números são estimativas científicas, não mortes já registradas.

A previsão não significa que todos os municípios enfrentarão as mesmas condições. Por isso, acompanhar os boletins meteorológicos e os alertas da Defesa Civil é fundamental.

Enquanto os pesquisadores monitoram o oceano, a população pode adotar cuidados simples: beber água regularmente, evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes e procurar locais frescos.

No Bico do Papagaio, entender o El Niño é também entender como um fenômeno distante pode influenciar a nossa rotina, o trabalho no campo e a água que chega às nossas casas.

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Daiane Silva

Daiane Silva

Olá, meu nome é Daiane Silva, tenho 23 anos e estudo Publicidade e Propaganda na Universidade Estácio de Sá, além de Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão. Tenho uma paixão especial por narrar histórias de pessoas comuns, especialmente no jornalismo de profundidade, onde cada detalhe é meticulosamente explorado, sem deixar nada de fora. Valorizo a experiência de sentir, ouvir e reviver os eventos que reporto. No Diário de Augustinópolis, meu papel principal é trazer informações detalhadas e de alta qualidade. Estou à disposição para recebê-los aqui sempre que possível.