21 de jul. 2026 às 13:10
Uma ferida no pé foi o primeiro sinal de um problema que, meses depois, se transformaria em uma situação grave e ainda sem solução para Werlison da Conceição Oliveira. Natural de Augustinópolis, no Tocantins, ele foi diagnosticado com carcinoma espinocelular, um tipo agressivo de câncer de pele que evoluiu rapidamente e atingiu outros órgãos.
Atualmente, Werlison está internado há cerca de nove meses no Hospital de Base do Distrito Federal, em Brasília, onde enfrenta um quadro de saúde considerado delicado. Durante esse período, ele passou por uma série de procedimentos médicos, incluindo amputações, colostomia e a necessidade de alimentação por sonda. Segundo a família, nas últimas semanas houve agravamento do estado clínico, com episódios de desorientação, confusão mental e fraqueza intensa.
Acompanhando de perto essa rotina hospitalar estão a esposa, Elba Gomes, que saiu de Esperantina, no Tocantins, e a mãe do paciente, que deixou Augustinópolis para permanecer ao lado do filho. As duas passaram a viver em função do tratamento, entre o acompanhamento médico e a tentativa de garantir acesso a uma alternativa terapêutica já indicada por especialistas.
De acordo com a família e a defesa, uma junta médica avaliou o caso e recomendou o uso de imunoterapia, com medicamentos como cemiplimabe e pembrolizumabe, considerados, neste momento, as principais opções diante da impossibilidade de continuidade da quimioterapia, devido ao risco elevado de infecção.
Apesar da indicação clínica e da existência do tratamento, a medicação ainda não foi disponibilizada. O motivo, segundo o advogado que acompanha o caso, está em um impasse judicial sobre qual instância deve assumir a responsabilidade pelo fornecimento. A defesa relata que houve tentativa de tramitação na Justiça Federal, que não assumiu o caso em razão do custo envolvido, e posterior encaminhamento à Justiça do Distrito Federal, onde o processo segue sem decisão definitiva.
Ainda segundo o advogado, recursos estão sendo apresentados em diferentes instâncias, na tentativa de destravar o acesso ao tratamento. Enquanto isso, a família relata enfrentar um cenário de indefinição, marcado pela troca de responsabilidades entre órgãos e pela ausência de uma solução concreta.
Para os familiares, a demora tem impacto direto na evolução do quadro clínico. Em casos de câncer avançado, o tempo é apontado por especialistas como fator determinante para a eficácia do tratamento, o que aumenta a preocupação diante da espera prolongada.
A esposa de Werlison afirma que, mesmo diante das limitações impostas pela doença, ele demonstra vontade de seguir lutando. Segundo ela, a expectativa da família é que a decisão judicial ocorra a tempo de possibilitar o início do tratamento indicado pelos médicos.
O caso segue sem desfecho, enquanto o paciente permanece internado e aguarda uma definição que pode influenciar diretamente nas chances de resposta à terapia.

