6 de jul. 2026 às 18:13
A população do distrito de Vila Tocantins chegou ao limite da paciência com a empresa Sanorte. Há quase duas semanas, os moradores enfrentam um racionamento velado absurdo: passam o dia inteiro com as torneiras completamente secas, e o abastecimento só é restabelecido no período da noite, obrigando as famílias a madrugarem para conseguir armazenar o recurso básico.
Como se não bastasse a seca diária, outra grave denúncia alimenta a revolta da comunidade: há muito tempo a água distribuída na localidade apresenta uma qualidade vergonhosa. Mesmo utilizando purificadores domésticos, os moradores relatam que o líquido tem um gosto péssimo e insuportável para o consumo. A população se sente duplamente desrespeitada por ter que conviver, há meses, com uma água de qualidade duvidosa e que coloca a saúde de todos em risco.
A lei ignorada e a cobrança que nunca atrasa
O que revolta o cidadão é que a eficiência da Sanorte só existe na hora de faturar. Enquanto a água falta e o silêncio da empresa predomina, os talões de cobrança chegam rigorosamente em dia, atropelando a legislação federal:
• Lei Federal nº 11.445/2007 (Saneamento Básico) e Código de Defesa do Consumidor (Art. 22): Obrigam as concessionárias a garantir um serviço contínuo, regular e de qualidade.
• Portaria nº 888/2021 do Ministério da Saúde: Determina que a água distribuída deve ser potável e livre de gostos ou odores repulsivos.
“A Sanorte entrega a conta pontualmente, mas nos entrega cano seco durante o dia e que só volta a noite, um problema que já vem de muito tempo que éuma água ruim. Estamos pagando caro para passar sede”, desabafa um morador revoltado.
Vila Tocantins exige dignidade, água de qualidade e a intervenção urgente das autoridades de Esperantina e do Ministério Público.


