Moradores de Vila Tocantins protestam contra racionamento diário de água

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A população do distrito de Vila Tocantins chegou ao limite da paciência com a empresa Sanorte. Há quase duas semanas, os moradores enfrentam um racionamento velado absurdo: passam o dia inteiro com as torneiras completamente secas, e o abastecimento só é restabelecido no período da noite, obrigando as famílias a madrugarem para conseguir armazenar o recurso básico.

Como se não bastasse a seca diária, outra grave denúncia alimenta a revolta da comunidade: há muito tempo a água distribuída na localidade apresenta uma qualidade vergonhosa. Mesmo utilizando purificadores domésticos, os moradores relatam que o líquido tem um gosto péssimo e insuportável para o consumo. A população se sente duplamente desrespeitada por ter que conviver, há meses, com uma água de qualidade duvidosa e que coloca a saúde de todos em risco.

A lei ignorada e a cobrança que nunca atrasa

O que revolta o cidadão é que a eficiência da Sanorte só existe na hora de faturar. Enquanto a água falta e o silêncio da empresa predomina, os talões de cobrança chegam rigorosamente em dia, atropelando a legislação federal:
•⁠ ⁠Lei Federal nº 11.445/2007 (Saneamento Básico) e Código de Defesa do Consumidor (Art. 22): Obrigam as concessionárias a garantir um serviço contínuo, regular e de qualidade.
•⁠ ⁠Portaria nº 888/2021 do Ministério da Saúde: Determina que a água distribuída deve ser potável e livre de gostos ou odores repulsivos.

“A Sanorte entrega a conta pontualmente, mas nos entrega cano seco durante o dia e que só volta a noite, um problema que já vem de muito tempo que éuma água ruim. Estamos pagando caro para passar sede”, desabafa um morador revoltado.

Vila Tocantins exige dignidade, água de qualidade e a intervenção urgente das autoridades de Esperantina e do Ministério Público.

Daiane Silva

Daiane Silva

Olá, meu nome é Daiane Silva, tenho 23 anos e estudo Publicidade e Propaganda na Universidade Estácio de Sá, além de Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão. Tenho uma paixão especial por narrar histórias de pessoas comuns, especialmente no jornalismo de profundidade, onde cada detalhe é meticulosamente explorado, sem deixar nada de fora. Valorizo a experiência de sentir, ouvir e reviver os eventos que reporto. No Diário de Augustinópolis, meu papel principal é trazer informações detalhadas e de alta qualidade. Estou à disposição para recebê-los aqui sempre que possível.

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